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Redacção
July 24, 2020

África Code Week 2019 volta a superar expectativas

A África Code Week 2019 foi, uma vez mais, além das expectativas, dando a possibilidade a mais de 3,85 milhões de jovens Africanos de 37 países africanos descobrirem, a programação de computadores

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Esta quinta edição destacou-se pelo facto de vários países africanos terem iniciado a inclusão dessa programação nos currículos escolares.Com esta tendência, constatou-se a crescente influência das iniciativas para preparar África e as suas mais jovens gerações a enfrentar os desafios da Quarta revolução industrial.

“São milhões de pessoas que querem vencer os desafios da aprendizagem das competências digitais. As jovens gerações africanas acabam de se posicionar para reivindicar o seu lugar na economia mundial “, explica Pedro Guerreiro, Director geral de SAP África Oriental, Ocidental e Lusófona.

Na óptica de Pedro Guerreiro, no que diz respeito ao ecossistema de parcerias desta África Code Week, “ele está a crescer focado na formação de professores para criar uma plataforma pedagógica duradoura e construir o futuro do continente revelando os seus numerosos frutos nas décadas seguintes.”

Transformar o Ensino e a Educação para melhor preparar as novas gerações para a época do digital.
África Code Week é uma iniciativa lançada em 2015 pela SAP e apoiada pela UNESCO, e tem como objectivo fazer a introdução de crianças entre os 8 e os 16 anos de idade ao ensino da programação de computadores com a dupla finalidade da sensibilização face aos desafios da educação digital e ao reforço das competências pedagógicas.

Claire Gillissen-Duval, Directora da Responsabilidade Social de empresa EMEA e fundadora da iniciativa África Code Week para a SAP, anota que na edição de 2019, houve uma participação sem precedentes por parte de muitos docentes africanos. “Com o apoio dos nossos parceiros, pudemos observara mobilização nos workshops do mês de Outubro de 2019, de 39 000 professores,com 17 500 em Marrocos. Na Nigéria, o impacto de ACW extendeu-se a outros Estados pela colaboração estreita dos vários governos onde os professores puderam aceder à formação pela primeira vez. Finalmente, graças à Fundação Dream Oval no Gana, pessoas jovens com deficiências puderam também participar em workshops adaptados, garantindo assim a igualdade de oportunidades para todos.”

Por sua vez, Francis Ahene-Affoh, vice-presidente da Fundação Dream Oval considera que a aprendizagem das competências digitais torna possível também o desenvolvimento da criatividade dos mais jovens e a transformação do seu modo de pensar por forma a alcançar os desafios nacionais e internacionais que o Futuro a todos nos vai colocar. “Com a iniciativa África Code Week, temos nas nossas mãos um conjunto de novas ferramentas para uma educação inclusiva, para que nenhuma criança esteja deixada de lado”, explicou Francis Ahene-Affoh.

Desde o lançamento, em 2015, da iniciativa África Code Week,um alargado conjunto de países tais como os Camarões, o Gana, Marrocos ou a Tunísia já passaram pela inclusão das competências digitais nos seus respectivos currículos escolares.

Para Ahene-Affoh, “os esforços desenvolvidos pelo governo do Gana para a codificação se tornar a quarta base da educação fundamental tiveram o seu êxito graças ao AC”. “No decorrer dos últimos cinco anos da ACW, um pouco por todo o Gana, pudemos incentivar inspirar milhares de crianças em todos os níveis de ensino, a estarem mais preparadas para o mercado do trabalho do século XXI”, afirma.

Segundo os organizadores, Marrocos é outro exemplo de êxito,ali as competências digitais estão definitivamente incluídas nos currículos escolares para milhões de alunos. “Com o papel preponderante desenvolvido pela África Code Week, a computação tornou-se uma prioridade pedagógica e uma verdadeira lição de sucesso em cada escola marroquina.” explica Saaid Amzazi,Ministro marroquino da Educação nacional, da Formação profissional, do Ensino superior e da Pesquisa científica.

Mais parcerias para maior impacto

A ACW é o fruto de uma colaboração estreita entre a UNESCO Youth Mobile, Google, Irish Aid, o Ministério Federal Alemão da Cooperação Económica e do Desenvolvimento (BMZ), Jokkolabs e Camden Education Trust,vários governos africanos, mais de 130 organizações locais e 120 embaixadores voluntários espalhados por todo o continente.

A Google, ao associar-se de novo com SAP em 2019,subvencionou 55 órgãos sem fins lucrativos especializados na iniciação dos jovens às competências digitais em 18 países africanos. Outras associações receberam no ano passado um apoio financeiro de BMZ (16 subsídios em 12 países)e da UNESCO (15 subsídios em 8 países) para incentivar e facilitar o acesso das meninas às actividades desta ACW.

Para Claire Gillissen-Duval, fundadora da iniciativa África Code Week para a SAP, “estas parcerias estratégicas são uma das grandes forças da ACW. E graças à ajuda dos nossos parceiros, podemos introduzir um novo capítulo entusiasmante para 2020 e para os anos seguintes, passando completamente para o mundo virtual! Esta transformação do programa que anunciaremos dentro de semanas, aumentará o nosso alcance pan-africano para garantir que nenhuma criança ou professor fique para trás”.

Além do número de professores e jovens empoderados, os destaques adicionais para 2019 incluíram a nova parceria estratégica com Irish Aid e a participação do Hadi Partovi, empresário de tecnologia e fundador do Code.org num workshop da ACW no Siyafunda Community Technology Centre em Joanesburgo, África do Sul.

Para Pedro Guerreiro, Director geral de SAP África Oriental,Ocidental e Lusófona, a iniciativa ajuda as novas gerações africanas a preparar-se para um futuro incerto. “Em 2055, o continente africano terá uma população de 455 milhões de jovens. Cabe aos actores-chave dos sectores público e privado unirem as suas forças desde já, para pensar novamente e de forma radical na melhor forma de preparar os jovens para se tornarem actores principais da economia digital de amanhã. O impacto de África Code Week no sector da educação na África é um sinal incentivador para o futuro do continente.”

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