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Redacção
June 17, 2019

Anadarko anuncia plano de investimentos para exploração de gás do Rovuma

O investimento está avaliado em 25 mil milhões de dólares que serão utilizados na prospecção do gás e será depois canalizado para uma fábrica que o vai transformar em líquido, no distrito de Palma

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A petrolífera norte-americana Anadarko anuncia formalmente amanhã o plano de investimentos para a exploração de gás natural em Moçambique. Junto à fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser atestados com gás natural liquefeito (GNL).

O plano da Área 1 prevê, inicialmente, duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano (medição para a qual se usa a sigla mtpa), sendo que o empreendimento pode crescer até oito linhas.

A Área 1 possui mais de 75 “triliões de pés cúbicos” (tcf, sigla inglesa) de depósitos de gás “off-shore”.

A Anadarko considera que as jazidas da Área 1 são equivalentes ao dobro do gás e petróleo, que há para explorar na área britânica do Mar do Norte e classifica a bacia do Rovuma como a próxima grande zona de exploração de hidrocarbonetos do mundo.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

A Anadarko deve ceder a liderança do consórcio à francesa Total até final do ano, depois de ser comprada por outra petrolífera dos Estados Unidos da América, a Occidental, que por sua vez celebrou um acordo para venda dos activos em África.

Os projectos de gás natural da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia moçambicana a crescer mais de 10% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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