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Redacção
November 25, 2019

 DÍVIDA PÚBLICA VOLTA A CRESCER

O FMI prevê que a dívida pública de Moçambique suba para 108,8% doPIB este ano, projectando-se, assim, acima dos 100% até 2023.De acordo com oanexo estatístico ‘Fiscal Monitor’, divulgado em Outubro

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...divulgado em Outubro passado, emWashington, no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial (BM), asubida do rácio da dívida pública face ao PIB aumenta dos 99,8% no ano passado,para 108,8% este ano e 106,8% em 2020.
A previsão do FMI aponta para que em 2021 e 2022 a dívida pública regresse àcasa dos 108%, descendo depois para 101,7% em 2023 e decaindo ainda mais para90,3% do PIB em 2024.
O FMI previu, de resto, para a economia moçambicana um crescimento de 1,8% doPIB, o mais baixo desde, pelo menos, as duas últimas décadas, podendo entãoacelerar para 6% em 2020 e para 11,5% em 2024.

ECONOMIA

Doing Business. Moçambique caiu trêsposições no ranking Doing Business 2020 para o 138º lugar com 55 pontos numaescala de zero a 100. O relatório, divulgado a 24 de Outubro pelo BancoMundial, mede a facilidade de fazer negócios em 190 países
Com esta classificação a economia nacional regressa aos patamares de 2018, emque tinha melhorado três posições, tendo voltado a regredir nesta edição doíndice. Dos nove países falantes de português, Moçambique está em posiçãomediana, à frente de Angola (177º), Guiné-Bissau (174º), São Tomé e Príncipe(170º) e Timor-Leste (181º), e atrás de Portugal (39º), Brasil (124º) e CaboVerde (137º).

Transporte aéreo. As Linhas Aéreas deMoçambique (LAM) registaram um aumento de 6,6%, no número de passageirostransportados nos primeiros nove meses deste ano, em comparação com igualperíodo de 2018, ao transportar 415 741 passageiros (398 208 passageiros deJaneiro a Setembro do ano passado). Segundo nota de imprensa da companhia, amelhoria verifica-se, igualmente, “na componente de pontualidade dos voos”,indicador que tem sido mensalmente partilhado com o mercado e que mostra “umatendência de crescimento”.

Aviação. A Fastjet suspendeu assuas operações no mercado nacional após dois anos de operações, e depoisreportar prejuízos na ordem de mais de 2 milhões de dólares no primeirosemestre do ano.

A suspensão abrange todos os voos, incluindo os do acordo departilha de códigos com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para Maputo, Tete,Beira e Quelimane.

A companhia pondera regressar, mas só “quando a demanda geral porviagens aéreas no país aumentar significativamente”

Cimento. O preço da matéria-primapoderá aumentar devido ao elevado custo de importação do clínquer (base para oseu fabrico) por via marítima. “Ao abrigo do Acordo de Paris, os organismosinternacionais estão a impor aos transportadores marítimos um nível menoselevado de emissões de carbono. Assim, todos aqueles que têm navios antigosdevem investir dois ou três milhões de dólares em máquinas novas, algo inviávelface aos elevados preços”, esclareceu o director-geral da Cimentos deMoçambique, Edney Vieira, em Outubro. Actualmente, o saco de 50 quilos decimento custa entre 380 e 405 meticais no mercado.

Infra-estruturas. A província de Manicapoderá dispor de quatro portos secos para ajudar a descongestionar o porto daBeira, na província de Sofala, disse recentemente o presidente do ConselhoEmpresarial Provincial de Manica, Samuel Guisado.
A intenção de construção destas infra-estruturas consta do projecto detransformação de Chimoio em Zona Económica Especial (ZEE) , que foi tornadopúblico durante um encontro recente entre a Agência de Promoção das Importaçõese Exportações (Apiex), Ministério da Indústria e Comércio, Direcção Provincialda Indústria e Comércio e o Conselho Municipal de Chimoio.

Recursos minerais. A empresa de mineraçãochinesa Jinan Hi Tech foi autorizada pela Comissão Nacional do Desenvol-vimentoe Reforma da China a adquirir uma participação de 34% na empresa australianaTriton Minerals, que opera a exploração de grafite em Moçambique, por 19,5milhões de dólares australianos. O negócio pretende cimentar a presença chinesana explo-ração deste minério, através de um projecto de nível mundial degrafite a ser desenvolvido em Ancuabe, província de Cabo Delgado.

 BANCA

Absa. O Barclays Moçambiquevai, oficialmente, passar a chamar-se Absa Bank já a partir deste mês (11 deNovembro), dois anos após o início da operação de alteração da designação. Amudança surge na sequência da decisão do grupo Absa de lançar a marca em todasas operações no continente. Em Moçambique já usa o novo logótipo nos balcões detodo o país desde Outubro. O administrador-delegado do Barclays, Rui Barros,frisou que “todos os serviços permanecerão activos após a data da alteração eque a substituição será feita de forma gradual.”

Crédito. O Departamento de EstudosEconómicos do Standard Bank prevê mais uma descida da taxa de juro dereferência (taxa MIMO, actualmente fixada em 12,75%) no sistema financeiro, emresposta aos recentes anúncios de investimentos nos grandes projectos deexploração do gás na bacia do Rovuma.

Segundo o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, oefeito da descida da taxa MIMO “poderá fazer induzir uma descida das taxas dejuro a retalho, com impacto positivo na economia ao longo do próximo ano.”

PME. Cerca de 5 mil PME serãocapacitadas em matérias de gestão de negócios nos próximos três anos, à luz deum memorando assinado pelo Barclays Bank e a African Management ServicesCompany (AMSCO), empresa focada no desenvolvimento de capital humano em África.O memorando tem o objectivo de “melhorar” a relação entre as PME e a banca,porque “quando os bancos têm conhecimento de que a empresa que está aapresentar um projecto, solicitando crédito, está capacitada e tem um bom planode negócios, estes não têm problemas em emprestar” explicou Pedro Carvalho,Director da Banca de retalho e Negócios Barclays.

Investimento. Moçambique está entre ospaíses africanos com risco mais elevado de investimentos, embora com tendênciacrescente no retorno para os investidores, segundo o Índice Risco-Retorno 2019,um estudo elaborado pelas sociedades de con-sultoria Oxford Economics e ControlRisks.

No estudo, a pontuação de risco de Moçambique é de 6,07. O ÍndiceRisco-Retorno, que já vai na sua quarta edição, constata que “apesar do paíscontinuar na lista negra melhorou na pontuação em relação aos 6,18 obtidos noano passado.” Maurícias e Botsuana são os países africanos com menor risco, compontuações de 3,43 e 2,41, respectivamente.

Diamantes. A maior empresa do mundode mineração, processamento e comercialização de diamantes, a russa AIrosa,acredita que Moçambique “é um país rico” nesta pedra preciosa, segundo o seuPresidente da Comissão Executiva, Sergey Ivanov, que foi recebido em audiênciapelo Presidente da República no quadro da cimeira Rússia-África.

Para a pesquisa no terreno, a Rússia irá enviar uma equipa degeólogos que iniciam pesquisas na fronteira com o Zimbabué, onde já operam.“Vamos focar-nos nas áreas de fronteira e os nossos geólogos vão discutir com oMinistério das Minas sobre possíveis outras áreas de cooperação. Temos acerteza de que o país pode vir a ser rico em diamantes”, disse Ivanov.

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