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Celso Chambisso
March 20, 2019

Dubai quer entrar no negócio do gás em Moçambique

Empresários dos Emirados Árabes Unidos pretendem criar cadeias de logística no desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos

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O gás moçambicano está a atrair potenciais investidores asiáticos nos últimos tempos, o que consolida a certeza do início, em breve, do arranque dos projectos de liquefação, que vão determinar o início da era próspera da economia moçambicana.

Depois do grupo Qatar Petroleum anunciar, no início de Março corrente, a aquisição de 25,5% da italiana ENI, no bloco A5-A, é a vez da Câmara de Comércio do Dubai, revelar intenção de criar logística no desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos no país. “Estamos de olho nas oportunidades de negócios na indústria de hidrocarbonetos. Queremos ajudar com a nossa larga experiência neste sector, fornecendo logística para os projectos de gás e petróleo”, disse Omar Khan, director dos escritórios internacionais da Câmara de Comércio do Dubai, citado pelo jornal “O País”.

O interesse dos empresários de Dubai não se limita apenas no gás e petróleo. Embora admitam que a área petrolífera é a prioridade, estão atentos à exploração do ouro, diamante e chá.

Do lado moçambicano a logística está criada, através da empresa Agility, que pretende maximizar o uso do porto de Maputo no transporte de carga dos mega-projectos. “Suazilândia (eSwatini) importa mais de 20 mil contentores de carga a partir do porto do Durban. Se tivermos no mínimo 25% dessa mesma carga a partir do porto de Maputo podemos alavancar os negócios”, apontou Clávio Macuácua, da Agility Logistics.

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