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Redacção
September 8, 2020

Eco-bag. Conheça os cestos ecológicos produzidos em Moçambique

Eco-bag GC é um dos exemplos de projectos que promovem a valorização do meio ambiente

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O respeito pelo meio ambiente no país, sobretudo por parte dos jovens, não é ainda muito comum. Mesmo assim, já começa a haver algum interesse em reduzir a peugada ecológica, pois a questão das mudanças climáticas é hoje uma realidade.

Nos últimos anos, vários projectos comprometidos com soluções sustentáveis, sobretudo voltados para o respeito pelo meio ambiente foram concebidos.Alguns já merecem distinções fora de Moçambique.

Eco-bag GC é um dos exemplos de projectos que promovem a valorização do meio ambiente. Trata-se de um projecto com interesse na produção de cestos e bolsas na base da palha, cujo objectivo é mesmo acabar com a utilização dos sacos plásticos, visto que estudos comprovam que estes materiais estão entre os mais nocivos ao meio ambiente.

Mas como é que surge este projecto? “A ideia surge pela necessidade que tive de acabar com os plásticos na minha casa, o que desencadeou a procura por produtos ecológicos que substituíssem o plástico,principalmente para as compras. Não encontrei muitas alternativas, foi assim que criei, com base nos cestos de palha, a linha Eco-bag GC, inicialmente para uso pessoal e que depois, pelos pedidos que recebi comecei a fazer para outras pessoas”, conta Regina Charumar, fundadora e gestora do projecto.

Actualmente, são produzidos em média 200 cestos Eco-bag GC segundo avançou a gestora e fundadora do projecto.

Embora o projecto seja recente, a sua aceitação por parte da sociedade não tardou. “inicialmente está a ser produzido em Maputo, e já temos pontos de venda dentro da cidade, mas nada obsta que o mesmo seja enviado e vendido noutros pontos do país e do mundo, é a nossa meta”, assinala Charumar para depois explicar as vantagens do uso destes cestos ecológicos.

“O produto é útil, ao mesmo tempo bonito e bio-degradável, ou seja, amigo do ambiente. Ao usar cestos de palha evitamos o uso de plástico e poupamos o meio ambiente”, revela a gestora do projecto. E prossegue: “É também barato, a olhar pela capacidade de reutilização e número de vezes que pode ser usado”.

Ainda que, o uso dos cestos permaneça até agora nas zonas rurais, Regina Charumar entende que isso não poderá significar um entrave para se transportar esse hábito para os centros urbanos. “Pretendemos resgatar este hábito que é benéfico para o meio ambiente e para a saúde, mas também, sendo uma linha ambiental, queremos através destas bolsas, consciencializar as pessoas”, concluiu.

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