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Hermenegildo Langa
August 7, 2019

"Queremos tornar as Câmaras de comércio mais interventivas"

Mais de uma dezena de câmaras de comércio surgiram no país ao longo das últimas duas décadas, um fenómeno motivado pelos sinais encorajadores que a economia nacional registou até 2015...

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Queremostornar as câmaras de comércio maisinterventivas

Mais de uma dezena de câmaras de comércio surgiram no país ao longo das últimas duas décadas, um fenómeno motivado pelos sinais encorajadores que a economia nacional registou até 2015, mas também pelo desenvolvimento de acordos de comércio com a União Europeia, a SADC, a China e os Estados Unidos. Agora, a ideia passa por criar mecanismos de articulação para que estas câmaras deixem de funcionar isoladamente e passem a ser integradas na recém-criada Federação das Câmaras de Comércio de Moçambique.
O que vai mudar? É o que nos explica, a seguir,
Evaristo Madime.

 Com que objectivo foi criada a Federação das Câmaras deComércio de Moçambique?

É um organismo que surge porque existe a necessidade de reforçar o associativismo empresarial,sobretudo o networking, congregando todas as câmaras de comércio que já estão,hoje, a funcionar na economia moçambicana. Como se sabe, temos mais de uma dezena de câmaras bilaterais e existe a percepção de que,  se sozinhas, têm desempenhado acções significativas, em conjunto poderão fazer ainda mais e melhor, sobretudo em aspectos de interesse comum, como por exemplo na área regulamentar. Quando nos juntamos numa federação, temos um grupo maior e com mais força. Repare que estamos a falar de mais de 300 empresas filiadas nas várias câmaras e isso é fundamental.

Esse alinhamento será então o foco do seu mandato?

Podemos esperar um enorme contributo por parte da Federação que vai, certamente,contribuir para catapultar o empresariado ligado às câmaras bilaterais para um papel cada vez mais interventivo.
Com a existência da Federação podemos reforçar a nossa acção em questões como a melhoria do ambiente de negócios ou na mobilização de investimento externo,porque as câmaras de comércio são a porta de entrada do investimento. É assim que vamos contribuir para o aumento da produção, competitividade, qualidade e certificação.

 Em que fase está o trabalho da Federação?

Estamos ainda em processo de legalização e desenvolvimento institucional e num processo de criação do nosso plano estratégico que espelha a visão da nossa equipa.
Mas ainda não temos uma focalização em relação a sectores de actividade. Em princípio, os nossos membros, que são as várias câmaras de comércio, e que têm essa visão em relação aos vários sectores, serão assimilados pela
Federação que irá funcionar enquanto plataforma ideal de networking entre as várias câmaras. Mas iremos também intervir, tendo em conta a vontade e estratégias dos membros nos vários sectores em que eles intervêm.

 Há uma visão de que Moçambique pouco tem aproveitado os vários acordos de parcerias económicas. Qual é a sua ideia em relação a esta questão?

A exploração dos mecanismos bilaterais de comércio tem que ver um pouco com conhecimento.Moçambique, embora não tenha uma oferta larga, tem oferta. O que se passa é que os operadores não conhecem bem os vários mecanismos de facilitação do comércio bilateral. Há um conjunto alargado de mecanismos com potencial para apoiar o crescimento das exportações moçambicanas. O que é preciso é que sejamos capazes de aproveitar todos eles da melhor forma. Até aí, ao nível das câmaras e da federação, pensamos que no futuro teremos de dar um forte contributo para que esses mecanismos sejam mais conhecidos e que sejam também mais aproveitados porem presas e empresários com vontade de exportar. E tendo sempre presente que objectivo das câmaras é a promoção do comércio bilateral entre os países e os mercados.

 

 

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