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Redacção
September 13, 2019

Feitoria Boutique Hotel a um ritmo doce

As belas histórias têm belas atmosferas e belos protagonistas. Levam tempo.

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Fotografia
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Esta história tem pelo menos sete anos, os que foram necessários para reestruturar uma antiga ruína e torná-la num boutique hotel. Foram anos de grande trabalho.

Muitos contentores de materiais vindos de Portugal, da Índia, da África do Sul. Foram dezenas os trabalhadores envolvidos, muitos dos quais estão agora a trabalhar como funcionários da Feitoria, o boutique hotel que abriu as portas no passado mês de Novembro, na Ilha de Moçambique, fruto do sonho, do amor e da capacidade de entrega de Mário Gomes e de Ângela Freitas. Acolhe hóspedes nacionais e internacionais que chegam à Ilha em lazer, em trabalho ou para assistir a conferências. Tem 20 quartos que oferecem uma linda vista sobre o rendilhado (como o belo logo do Feitoria) das ruelas da cidade, das estrelas no céu e das águas do canal da Ilha, onde levemente cruzam os dhows. Os quartos têm nome de especiarias que os feitores comercializavam antigamente naquele lugar. Os antigos armazéns são quartos que dão para a piscina, a antiga loja e a casa do feitor são outros quartos, uma sala de conferências e a recepção do hotel. Cores suaves, típicas da Ilha – branco, amarelo, cor-de-rosa e azul claro –, são iluminadas à noite pela luz ténue de candeeiros de latão vazado, acompanhando o ritmo doce das ondas do mar. Quando Ângela e Mário decidiram reestruturar a antiga ruína não ficaram assustados com o grande trabalho que iriam ter. Procuraram manter a traça arquitectónica, usando as técnicas de construção e os materiais de há quatro séculos, quando esta feitoria foi construída, em 1780. Ao lado da pura (e árdua!) necessidade de reabilitação, a motivação era de natureza prática e ambiental: poupança energética com painéis solares, gerador, estação de tratamento da água (a água e a energia são as grandes dores de cabeça na Ilha) e materiais de primeira classe para enfrentar a corrosividade do sal e do mar. O hotel conta com um sistema fiável e eficiente, instalado num edifício em frente – a casa técnica, com baixo impacto ambiental e com toda a vantagem para os hóspedes e para o ecossistema frágil da Ilha.

Os quartos têm nome de especiarias que os feitores comercializavam antigamente naquele lugar

Roteiro

COMO IR

A LAM voa de Maputo para Nampula e/ou Nacala (a partir de 16 000 MZN ida e volta). Em Nampula e/ou Nacala, aluga-se um carro e segue-se para a Ilha por estrada, cerca de 180 km de Nampula e 120 Km de Nacala (aluguer de carro custa cerca de 4 500 MZN. Um dos taxistas mais conhecidos é Fatahe).

O QUE FAZER

Roteiro de dhow até às ilhas de Goa, Sete Paus, Cobra e às praias da Carrusca e Cabaceira Pequena. Pode-se ainda fazer snorkeling e ver as baleias.

ONDE COMER

O restaurante Karibu, no bairro do Museu, serve óptimo peixe, atum fresco com gengibre, deliciosas saladas de polvo. Tudo pelas mãos da cozinheira D. Maria Amélia que prepara uma óptima matapa de siri siri e um guloso pudim de abóbora. Preço médio por refeição é de 700 MZN.

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