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Hermenegildo Langa
March 27, 2019

FMI estuda empréstimo de emergência a Moçambique

O FMI vai prestar a ajuda através do Instrumento de Crédito Rápido, um mecanismo instituído pela organização para atender a situações de emergência nos seus países membros

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que está a estudar um financiamento de emergência a Moçambique entre 60 milhões e 120 milhões de dólares, para que o país enfrente os efeitos do ciclone Idai.

“Os valores a emprestar seriam algo entre 60 milhões de dólares e 120 milhões de dólares”, mas “dada a magnitude do que aconteceu, aqui, a minha expectativa é que seja o valor mais alto, de 120 milhões de dólares", avançou o chefe de missão do FMI para Moçambique, Ricardo Velloso, citado pela agência Lusa.

“Este instrumento é exactamente [para acorrer] a uma situação de emergência, uma situação muito grave, que cria grandes problemas para o país”, sublinha.

Ricardo Velloso adiantou que a missão do FMI de avaliação do impacto do ciclone vai estender a sua presença no país até sexta-feira, para fazer uma avaliação preliminar dos efeitos da calamidade.

“Embora ainda seja cedo para serem avaliados os efeitos macroeconómicos do ciclone Idai, os custos de reconstrução serão muito significativos, a comunidade internacional terá de continuar a desempenhar um papel vital na prestação de assistência a Moçambique”, afirmou, na declaração que leu antes das perguntas dos jornalistas.

Ricardo Velloso esclareceu que a ajuda de emergência devido ao ciclone Idai não significa a retomada do programa de assistência financeira a Moçambique, pois este mecanismo só será estudado com o novo Governo que vai sair das eleições gerais de 15 de Outubro.

O FMI suspendeu a assistência financeira para o país em 2015, na sequência da descoberta das dívidas ocultas.

“Continuamos achando que o melhor momento para esse tipo de conversa será a partir das eleições, para ver o tipo de políticas fiscais, monetárias e estruturas do novo Governo”, sublinhou Ricardo Velloso.

De acordo com os dados avançados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), esta semana, o número de vítimas mortais do ciclone Idai e das cheias que se seguiram no centro do país subiu para 468. Enquanto isso, o número de pessoas afectadas pelo ciclone subiu para 797.000.

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