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Celso Chambisso
April 10, 2019

FMI mantém em 4% previsão do crescimento, apesar do IDAI

O Fundo argumenta ser ainda cedo para quantificar o impacto real do ciclone e das cheias que assolam o Centro do país

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve, nesta terça-feira (09), a sua estimativa para o crescimento económico de Moçambique em 4%, ainda sem reflectir o impacto macroeconómico do Ciclone IDAI e das cheias que ainda se fazem sentir no Centro do país.

Em Outubro, o Fundo Monetário Internacional previra que o nosso país iria crescer 3,5% em 2018, 4% em 2019 e já a contar com o início dos projectos de gás natural apontava o Produto Interno Bruto (PIB) em 11,1% em 2023. Neste relatório, intitulado “abrandamento de crescimento e recuperação precária”, a instituição financeira mantém os 4 por cento de crescimento do PIB para 2019, muito abaixo das projecções optimistas do Governo que esperavam 5,3%.

Ricardo Velloso, chefe da Missão que visitou Moçambique e pôde presenciar o impacto do ciclone de categoria 4 e das cheias no Centro, considerou ser “cedo para se avaliar os efeitos macroeconómicos” dessas calamidades naturais, mas não tinha dúvidas que iria afectar o crescimento económico de 2019.

As novas previsões do FMI indicam que em 2020, 2021 e 2022 o PIB moçambicano ficará em torno dos 4% e só em 2023 poderá voltar a crescer para 9,4%, e no ano seguinte ascenderá aos 11,6%, contando com a entrada em funcionamento da fábrica flutuante de gás natural liquefeito que irá operar na Área 4 da Bacia do Rovuma em 2022 e com o início da produção na Área 1 em 2023.

Entretanto o FMI cortou a sua estimativa para o crescimento económico global em 2019 e alertou que a expansão pode desacelerar ainda mais devido às tensões sobre comércio e a uma saída potencialmente desordenada do Reino Unido da União Europeia.

Naquela que é a terceira redução desde Outubro, o Fundo disse que algumas das principais economias, incluindo China e Alemanha, podem precisar de adoptar acções no curto prazo para impulsionar o crescimento.

O FMI disse que ainda espera que uma forte desaceleração na Europa e em alguns mercados emergentes dê espaço a uma retomada da aceleração de forma geral no segundo semestre de 2019.

A economia global deve crescer 3,3 por cento este ano, a expansão mais lenta desde 2016. A taxa de crescimento estimada para 2020 permaneceu em 3,6%.

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