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Celso Chambisso
June 26, 2019

Indústria extractiva aumenta em 68% a contratação de PME nacionais

Com este crescimento, o volume de negócios das PME deu um salto de 466% DE 2017 para 2018

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As Pequenas e Médias Empresas (PME) conseguiram um volume de negócios na ordem de 549,2 milhões de dólares, resultante da prestação de serviços às multinacionais da indústria extractiva em 2018, ano em que um total de 365 PME foram contratadas pelas multinacionais da indústria extractiva para fornecerem bens e serviços. O número de empresas contratadas representa um crescimento de 68% em relação ao registo de 2017.

De acordo com o jornal “O País”, citando a Conta Geral do Estado, o aumento do volume de negócios das PME contratadas (para USD 549,2 milhões), representa um salto assinalável de 466% em comparação a 2017, quando o volume de negócios das PME com a indústria extractiva foi de USD 97 milhões. No período em análise, constatou-se que a Sasol, Mozal, Areias Pesadas de Moma, Jindal Africa e a ICVL Benga, obtiveram lucros que totalizaram USD 282,52 milhões. No sentido inverso, os projectos de Minas de Revúboe, Vale Moçambique, MidWest Africa e Ncondezi registaram um prejuízo no valor de USD 1 089,72 milhões.

No global, as empresas deste ramo de actividade tiveram prejuízos na ordem de 807,2 milhões de dólares, refere a CGE de 2018.

Relativamente à contribuição para a receita do Estado, este grupo canalizou cerca de USD 175,7 milhões em 2018, equivalentes a 5% da receita total cobrada, o que corresponde a um decréscimo de 3,7% face ao anterior.

Durante o ano de 2018, os empreendimentos da indústria extractiva empregaram 6 280 trabalhadores, contra 6 268 trabalhadores em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,2%. 

Do total dos trabalhadores em 2018, cerca de 5 804 são nacionais e 476 estrangeiros. O sector mineiro foi o que mais trabalhadores empregou num total de 4 971, o que corresponde a 79,2% do total dos trabalhadores.

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