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Redacção
October 22, 2019

LAM vai ampliar a frota para introduzir rotas internacionais

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vai investir até 120 milhões de dólares em novos aviões e intensificar presença nas rotas africanas, querendo ligar África do Sul a Lisboa

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Segundo o director-geral da LAM, citado pela Agência Lusa, a companhia quer ainda intensificar a frequência para Dar Al Salam (Tanzânia), Harare (Zimbábue), Lusaka (Zâmbia), Gaborone (Botswana).

“Em África, queremos penetrar mais no mercado sul-africano e também oferecermos a Portugal o mercado sul-africano”, afirmou João Carlos Po Jorge, em declarações à Lusa, à margem de um evento em Lisboa.

Por outro, aquele responsável garantiu também estar em curso alguns trabalhos com vista a materialização desse projecto. “Já estamos a trabalhar com essas companhias [desses países] para, logo que o mercado cresça, oferecermos, não só o mercado regional, mas também este mercado que vem por Lisboa”, reforçou.

Para crescer em rotas e assegurar qualidade de serviço, a empresa vai também investir em novos aviões.

“Estamos a pensar adquirir novos aviões co-financiados por leasing ou financiados por bancos e pensamos que isso representa 100 a 120 milhões de dólares [de investimento], em três anos, porque a frota é pequena ainda”, adiantou o director-geral da companhia aérea.

O objectivo agora, depois de o grupo ter atravessado uma situação financeira difícil, é centrar a sua actividade no seu negócio principal e desinvestir noutras áreas.

“A nossa intenção nos próximos anos é centrar a actividade no nosso ‘core business’ [negócio principal], linha aérea, e desinvestir nalgumas áreas que temos de hotéis, etc”, exemplificou.

João Carlos Po Jorge admitiu, porém, que o grupo LAM quer ter também um posicionamento nos negócios do ‘catering’ (refeições para os aviões) e do ‘handling’ (serviços de apoio aos passageiros em terra).

“O grupo LAM tem neste momento cerca de 14 empresas participadas. Já estamos a sair de quatro ou cinco e as outras é uma questão de tempo para sair”, acrescentou o gestor.

Quanto à situação financeira da empresa, o director da empresa disse que a LAM chegará, no final deste ano, ao ponto de equilíbrio.

“Pensamos que até ao fim deste ano atingiremos o ‘breakeaven’ [nem lucros nem prejuízo], mas temos perdas acumuladas. O desinvestimento planeado, que permitirá arrecadar cerca de 14 a 16 milhões de dólares, pode ajudar a compensar algumas das perdas, "mas não cobre de maneira nenhuma o investimento”, admitiu.

Porém, João Carlos Po Jorge disse que não haverá “reduções drásticas" no quadro de pessoal do grupo.

“Estamos a ver se conseguimos recolocar algumas pessoas, ou dentro da organização, ou noutras participadas. Mas achamos que já não vamos ter o excedente que iríamos ter. Por isso, não vamos ter reduções drásticas de pessoal”, assegurou.

Neste momento, a empresa tem em curso um plano de reestruturação e a companhia, impedida de operar no espaço aéreo europeu, por razões se segurança, já anunciou, precisamente este mês, o regresso à Europa, com um voo para Lisboa.

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