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Redacção
October 17, 2019

NÚMEROS EM CONTA

Entre Agosto e Setembro do ano passado, o SETSAN - Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional procedeu

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A uma avaliação de Segurança Alimentar e Nutricional em todas as províncias do país. De um modo geral, registou-se uma melhoria, mas os resultados da pesquisa que avalia o “Custo da Fome” indicam que, com as actuais taxas de desnutrição, cerca de um terço da mortalidade registada nos menores de cinco anos está associada a uma causa comum, com im-pacto na saúde de milhões de moçambicanos, mas também na economia e na sociedade. No geral, e analisando todas as províncias, verificou-se um aumento de agregados familiares com consumo adequado no período pós-colheita de 2017 a 2018, não obstante a redução significativa de agregados familiares com dieta adequada na ordem de 6% em Manica.

Relativamente ao consumo inadequado, e a nível nacional, as províncias de Gaza e Cabo Delgado são as que apresentam uma situação mais preocupante.

Q&A: COMO FOI DESENVOLVIDO O ESTUDO?

Para classificar a severidade da insegurança alimentar aguda foi usada a escala do IPC-InSAA (Classificação da Insegurança Alimentar Aguda em Fases) que classifica a insegurança alimentar aguda em cinco fases: mínima, stress, crise, emergência e fome, sendo que a partir da fase de crise a assistência alimentar é necessária e urgente. O SETSAN realizou, em Junho de 2017, um inquérito de Segurança Alimentar que cobriu todo o país e os resultados mostraram que a situação de insegurança alimentar aguda foi classificada na fase 1 (mínima) em todas as províncias do território, mas havia cerca de 51 909 pessoas na fase 3 (crise), tendo este número baixado para cerca de 25 473 pessoas no período de Outubro de 2017 a Março de 2018.

Como resultado desta análise adicional foram priorizadas cerca de 814 mil pessoas em 31 distritos do país até Dezembro do ano passado, que foram alvo de uma intervenção urgente de assistência humanitária.

Leia mais na edição de Setembro de 2019

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