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Redacção
October 29, 2019

PARQUE NACIONAL DE CHITWAN UMA ODE AOS ELEFANTES

Começamos a nossa viagem por Katmandu, a capital do Nepal, porque a isso a logística de viagem nos obriga. Mas embora seja uma obrigação, é um excelente aperitivo para nos ambientarmos à cultura...

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Nepalesa, podermos ver ao longe o Evereste e sentir o pulsar dos montanhistas que aí preparam a difícil subida ao monte.

Mas vamos rapidamente para o que realmente nos trouxe ao Nepal: o Parque Nacional de Chitwan. Considerada a reserva natural mais bem conservada da Ásia, o parque tem uma área total de 932 km2, fica situado no sopé dos Himalaias e é o mais antigo Parque Nacional do Nepal, fundado em 1973 e considerado Património Mundial da UNESCO desde 1984.

Em Chitwan — onde os elefantes são usados de forma exemplar, tendo mesmo a aprovação e o elogio de várias organizações mundiais de direitos dos animais como um exemplo a seguir —, além dos animais selvagens, existem dois tipos de propriedade sobre os elefantes domados: os do Estado, que são usados para controlo da caça ilegal no parque; e os privados, que estão afectos ao turismo. E é aqui que a nossa verdadeira viagem começa.

O momento mais emocionante em Chitwan tem início quando subimos a um estrado que está em cima do elefante e partimos para dentro da selva à procura de podermos ver a invulgar vida selvagem que Chitwan nos oferece. A primeira reacção é um misto de emoções: estamos em cima de um animal com quase três metros de altura, que parece lento pela sua “pachorrice”, mas que depressa percebemos que é muito mais veloz do que parece — é num instante que saímos do centro da aldeia e chegamos a um pântano, que mais parece uma estrada tal a facilidade com que o nosso “anfitrião” caminha pela lama e pela água e passa pelo meio de arbustos da sua altura, que pisa, tal como nós pisamos, a relva.

Silêncio absoluto é o que nos pedem os guias logo no início da jornada que estamos prestes a fazer. E o resultado dessa acalmia logo surge: à nossa frente o majestoso rinoceronte asiático! Uma visão estrondosa que guardamos na memória. A sensação é única…

A facilidade em observar todos estes animais deve-se ao facto de estarmos montados num elefante, que por ser um animal que não tem, por norma, uma atitude de confronto com outros animais, estes permanecem calmos e não fogem – o que aconteceria num qualquer outro safari feito em veículos motorizados – apesar de estarem perante uma presença tão imponente, sendo que esta viagem de elefante fica ainda mais enriquecida devido ao facto de, na maior parte das vezes, estarmos a escassos metros dos animais selvagens.

A importância de escolher bem

Estas actividades lúdicas e turísticas com elefantes permitem não só o financiamento para a manutenção do Parque Nacional, como também o controlo dos caçadores furtivos. É por esta razão que, hoje, Chitwan é o único parque no mundo onde muitas das espécies que estão ameaçadas crescem em número e vivem tranquilamente num ambiente natural.

O problema da exploração dos elefantes para actividades turísticas, que muitas vezes resulta em maus tratos, é um debate actual. Contudo, as actividades que existem em Chitwan são consideradas por muitos como as menos más quando comparadas com as que existem noutros locais, principalmente no continente asiático, onde os elefantes são tratados de forma desumana.

Por esta razão, aconselhamos que faça uma boa pesquisa na hora de escolher um operador para o safari, de forma a garantir que esse operador proporciona o maior bem-estar possível aos animais. Tendo esta questão em mente, e de acordo com a nossa experiência de viagens pelo mundo, podemos assegurar-lhe que, se está a pensar em andar de elefante, o Parque Nacional de Chitwan é, provavelmente, o melhor lugar, onde existe uma forte consciência e preocupação com o bem-estar dos animais e consciência ambiental. Por isso, aproveite, pois esta é uma experiência para a vida!

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