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Redacção
October 17, 2019

Projecto ferro-portuário da Italthai Engineering avança na Zambézia

O porto de águas profundas de Macuse terá capacidade para receber navios de grande calado que vão transportar principalmente carvão mineral e servir países vizinhos sem acesso directo ao mar

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A primeira pedra para a construção da aldeia de alojamento das pessoas actualmente residentes na zona do futuro porto de Macuse foi lançada quarta-feira na localidade de Sopinho, distrito de Quelimane, província da Zambézia.

O presidente da empresa Thai Mozambique Logistic, Orlando Marques, anunciou no decurso da cerimónia que irão ser construídas nessa aldeia 63 casas, um centro de saúde, pequeno sistema de abastecimento de água, extensão da rede de energia, estradas, furos de água, mercado e campos de jogos.

Orlando Marques disse ainda que as obras deverão ficar concluídas no prazo de dois anos e adiantou que os custos serão conhecidos apenas depois da construção da casa-modelo, o que deverá acontecer dentro de dias.

O Governo moçambicanos atribuiu em 2013 à tailandesa Italthai Engineering (que detém 60% da Thai Mozambique Logistics) a concessão (construção, exploração e demais operações) do porto e da ferrovia de Macuse, 35 quilómetros a norte de Quelimane, capital da província central da Zambézia.

A linha férrea que vai ligar Macuse às minas de Moatize e Chitima, com uma extensão de 620 quilómetros, está orçada em dois mil milhões de dólares e foi concebida para permitir o escoamento de carvão a partir da província de Tete, no interior de Moçambique.

A obra no valor de cerca de 2,40 mil milhões de dólares será executada por um consórcio em que participam as construtoras China Machinery Engineering Corporation e Mota-Engil, prevendo-se que esteja finalizada em 2021, segundo dados divulgados em Agosto de 2018.

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