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Celso Chambisso
April 17, 2019

Projecto imobiliário dos Aeroportos adiado para 2020

As previsões apontavam para o arranque das obras este ano, mas aguarda-se pelo financiamento externo na ordem de 250 milhões de dólares

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Trata-se de empreendimentos luxuosos a serem erguidos numa área de aproximadamente 35 hectares, no bairro da Costa do Sol, cujas obras estavam previstas para arrancar este ano. A viabilização do projecto está dependente da mobilização, no exterior, de um financiamento na ordem de 250 milhões de dólares.

O Presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, revelou ao jornal “O País”, que o cronograma inicial do projecto foi alterado.

“Possivelmente as obras vão arrancar no próximo ano”, disse Emanuel Chaves, argumentando que o atraso deveu-se a questões conjunturais, que acredita terem sido já ultrapassadas.

Sobre o aeroporto de Nacala, que regista baixo tráfego de carga e de passageiros, o PCA dos Aeroportos de Moçambique assegurou que o cenário tende a melhorar, devido à política de reestruturação.

A referida reestruturação, a partir deste ano, prevê a abolição do voo directo Nampula/Nairobi, introduzindo-se a escala obrigatória (Nacala/Nairobi).

De recordar que a empresa Aeroportos de Moçambique tem vindo a implementar uma série de reformas na gestão das suas infra-estruturas, apostando na expansão e modernização dos aeroportos. Ainda esta semana, a empresa assinou acordo com portugueses e franceses para assegurar “maior conectividade aérea e prestação de serviços de alta qualidade”, avançou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

Na ocasião, Mesquita destacou a experiência comprovada dos franceses da VINCI Airports, um dos líderes do sector aeroportuário internacional que gere 45 aeroportos em mercados como os Estados Unidos da América, França, Reino Unido e Portugal.

“É nossa convicção que estes são os melhores parceiros para a definição da estratégia de desenvolvimento dos aeroportos moçambicanos. Por isso, vamos aguardar com enorme expectativa a conclusão do diagnóstico e recomendações do modelo de desenvolvimento dos principais aeroportos moçambicanos, no prazo acordado de 12 meses”, disse Mesquita.

O governante apontou, entre grandes desafios da empresa Aeroportos de Moçambique para os próximos anos, a manutenção em condições aceitáveis da operacionalidade e rentabilidade da imensa rede de infra-estruturas e património aeroportuário espalhada pelo país, para que cumpra integralmente o seu papel de dinamizador da economia.

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