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Redacção
September 30, 2019

Rodolfo Lavrador substitui Paulo Sousa à frente do BCI

Lavrador, segundo contaram fontes próximas ao assunto ao jornal SAVANA/mediaFAX, aguarda apenas por “luz verde” do Banco de Moçambique

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Um mês após a sanção imposta pelo Banco de Moçambique (BdM) a Paulo Sousa, então presidente da Comissão Executiva (PCE) do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), um novo CEO estará a caminho para liderar aquela instituição bancária, aguardando apenas por “luz verde” do regulador do Banco de Moçambique. Trata-se de Rodolfo Lavrador, um antigo administrador executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do Mercantile Bank da África do Sul.

Antes de chegar à CGD, em 2008, Rodolfo Lavrador passou pelo governo de António Guterres: primeiro como chefe de gabinete de Sousa Franco, nas Finanças (de 1995 a 1999) e depois como chefe de gabinete do próprio Primeiro-Ministro (1999 a 2001). Na CGD, Lavrador (em 2011) participou na reestruturação dos créditos da CGD a Joe Berardo, avaliados em 400 milhões de euros e foi responsável pelo Banco Caixa Geral em Espanha e no Brasil. Pertenceu ao Conselho de Administração do banco, tendo a seu cargo os pelouros do negócio internacional, comércio externo e bancos correspondentes, assuntos jurídicos e nota privativa.

Uma fonte ligada ao banco disse que o mais provável é Rodolfo Lavrador chegar em Janeiro de 2020.

Actualmente, o BCI está a ser interinamente dirigido por José Furtado, administrador também indicado pela CGD.

O segundo mandato de Paulo Sousa estava previsto para terminar a 31 de Dezembro deste ano. Neste momento, Paulo Sousa está em Lisboa, onde falou sobre o processo de que é alvo em Moçambique, com Paulo Macedo, presidente Executivo da CGD, que também deve ser substituído “em breve”.

A CGD, um banco estatal português, é o maior accionista do BCI, com 61.51 por cento, e foi responsável pela indicação de Paulo Sousa, em 2013, para liderar aquela instituição bancária, um dos “cinco grandes” da banca comercial em Moçambique.

Em finais de Agosto deste ano, o BdM sancionou Paulo Sousa por alegadas infracções contravencionais.

Segundo a sanção, Paulo Sousa terá de pagar uma multa de 200 mil meticais (3.240,30 dólares norte-americanos), mas, mais grave, o gestor bancário está inibido de exercer cargos sociais e de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras por três anos. Porém, Paulo Sousa recorreu da sanção, que lhe foi aplicada.

Segundo o BdM, Paulo Sousa agiu em conflito de interesses quando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Inter-bancos, SA, pela Sociedade Inter-bancária de Moçambique, SA (SIMO). Defendeu, acrescenta o BdM, simultaneamente, os interesses da SIMO, na qualidade de administrador, e da Inter-bancos, na qualidade de PCA.

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